A doença renal crônica (DRC) é uma das enfermidades que mais crescem no mundo, e também uma das mais silenciosas. Um novo estudo internacional mostra que o número de pessoas com função renal reduzida dobrou entre 1990 e 2023, passando de 378 milhões para 788 milhões de casos. A doença já é a nona principal causa de morte no planeta, sendo responsável por 1,5 milhão de óbitos por ano.
A pesquisa foi conduzida por três grandes instituições: a Universidade de Glasgow (Escócia), a Universidade de Washington (EUA) e o Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME).
Doença silenciosa e perigosa
De acordo com o nefrologista Adriano Luiz Ammirati, do Hospital Israelita Albert Einstein, a DRC é caracterizada pela perda progressiva e definitiva da função dos rins. “É uma doença silenciosa e muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais”, alerta o especialista.
Nos estágios avançados, podem surgir sinais como perda de peso, inchaço e pressão arterial difícil de controlar. O médico ressalta que, quando o diagnóstico é tardio, o tratamento pode exigir diálise ou até transplante renal.
Fatores de risco e prevenção
Os dados do Global Burden of Disease (GBD) 2023 indicam que o comprometimento da função renal está diretamente ligado a outras doenças graves, como problemas cardíacos e incapacidade funcional.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da DRC são:
- Hiperglicemia (diabetes)
- Hipertensão arterial
- Obesidade
Segundo os especialistas, a prevenção é o melhor caminho. Hábitos como alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática regular de atividade física, uso consciente de medicamentos e check-ups de rotina ajudam a preservar a saúde dos rins.
“O diagnóstico precoce e o tratamento rápido com medicamentos e mudanças no estilo de vida podem evitar complicações graves”, reforça Ammirati.





