Apesar de aparecerem entre os medos de uma parte significativa da população mundial, os demônios são entidades sobrenaturais malévolas, presentes em diferentes culturas, religiões e folclores, que nunca tiveram sua existência oficialmente confirmada.
No entanto, por conta de uma condição chamada prosopometamorfopsia (PMO), algumas pessoas acreditam estar cara a cara com essas criaturas, uma vez que passam a ser confrontadas com frequência por rostos distorcidos.
Popularmente conhecida como “síndrome da face demoníaca”, o distúrbio raro foi descoberto na década de 1940, mas só teve sua existência reconhecida alguns anos depois. E segundo pesquisas, ele pode ser desencadeado por diferentes problemas neurológicos como tumores, epilepsia, cistos ou enxaquecas.
Em suma, pacientes com PMO passam a enxergar rostos com distorções severas, como sulcos profundos na testa, bochechas e queixo, ou cores estranhas, o que lhes dá a impressão de estar diante de demônios.
Relatos indicam que, para parte dos pacientes, os efeitos da doença são temporários. Em outros casos, porém, a PMO pode se estender por anos, o que demanda a identificação e o tratamento da causa subjacente da disfunção para encontrar uma solução definitiva.
Efeitos do distúrbio: anormalidades podem ir além da face
Mesmo tendo recebido o apelido de “síndrome da face demoníaca”, é relevante destacar que a PMO não afeta apenas a percepção do rosto, já que, em alguns casos, pacientes relataram também ter enxergado anormalidades nas mãos de outras pessoas.
O distúrbio também não se resume a alterações que se assemelham a demônios, pois de acordo com alguns relatos, algumas pessoas com PMO já enxergaram rostos com características faciais ausentes ou parecidas com as de animais.
Por conta do risco de desencadear problemas severos de saúde mental, a vida com PMO pode ser extremamente angustiante. Sendo assim, ao perceber o surgimento dos primeiros sintomas, portadores da condição não devem hesitar em pedir ajuda.





