Trabalhadores de diferentes regiões do país já estão de olho no calendário de abril, que pode render um dos descansos mais longos do primeiro semestre. A combinação entre o feriado nacional de Tiradentes e o ponto facultativo na segunda-feira abre espaço para um “feriadão” de até quatro dias seguidos para parte dos brasileiros.
Na prática, quem não trabalha aos fins de semana pode folgar entre os dias 18 e 21 de abril, somando sábado, domingo, segunda (ponto facultativo) e terça-feira (feriado). Para servidores públicos, especialmente federais, a folga na segunda já está prevista, enquanto estados e municípios podem adotar ou não a mesma medida.
Quem tem direito ao feriadão e o que diz a lei
Apesar da expectativa, nem todos os trabalhadores vão conseguir aproveitar os quatro dias de descanso. No setor privado, a chamada “emenda de feriado” não é obrigatória e nem um padrão a ser seguido. Ou seja, cabe a cada empresa decidir se libera ou não os funcionários.
Em muitos casos, a folga pode ser negociada por meio de banco de horas ou compensação futura. Também há empresas que liberam espontaneamente, sem exigir reposição — mas isso depende da política interna de cada empregador.
Já quem for escalado para trabalhar no feriado tem direitos garantidos por lei. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê pagamento em dobro ou folga compensatória em outro dia, desde que haja acordo entre as partes ou convenção coletiva.
Serviços considerados essenciais, como saúde, segurança e transporte, seguem funcionando normalmente, mesmo durante o feriado prolongado.
O dia 21 de abril homenageia Tiradentes, figura histórica ligada à Inconfidência Mineira e símbolo da luta pela independência do Brasil. A data é considerada feriado nacional e não facultativa.





