Manter intervalos regulares entre as refeições é uma estratégia fundamental para a saúde e para a prevenção de comportamentos alimentares prejudiciais. Segundo a endocrinologista Jacy Alves, em entrevista ao Metrópoles, ficar muitas horas sem comer pode favorecer quadros de compulsão alimentar e causar desconfortos gastrointestinais.
Longos períodos sem comer aumentam a fome
De acordo com a especialista, quando o corpo passa muito tempo em jejum, ocorre uma queda nos níveis de energia, o que tende a aumentar a fome ao longo do dia. Esse cenário facilita exageros nas refeições seguintes e dificulta o controle alimentar.
“O organismo reage à privação prolongada estimulando o apetite, o que pode levar a escolhas menos saudáveis e a quantidades maiores de comida”, explica Jacy.
Qual é o intervalo considerado ideal?
A endocrinologista afirma que, de forma geral, o intervalo adequado entre as refeições costuma variar entre duas e quatro horas. Esse período ajuda a manter o metabolismo ativo e contribui para uma rotina alimentar mais organizada, desde que as refeições tenham boa qualidade nutricional e quantidade suficiente para promover saciedade.
Não existe regra fixa para todo mundo
Apesar da recomendação, Jacy ressalta que não há um horário universal que funcione para todas as pessoas. O intervalo ideal depende de fatores individuais, como:
- Rotina diária
- Nível de atividade física
- Composição das refeições
- Necessidades metabólicas
Por isso, a orientação serve como referência e não deve ser encarada como uma regra rígida.
Ouvir o corpo é mais importante que o relógio
Para a especialista, mais relevante do que seguir horários exatos é desenvolver a capacidade de reconhecer os sinais do próprio corpo. Comer com atenção, respeitar a saciedade e evitar longos períodos de jejum são atitudes essenciais para uma relação mais equilibrada com a alimentação.
“Entender a fome e a saciedade ajuda a construir hábitos sustentáveis e saudáveis no dia a dia”, conclui a endocrinologista.





