Uma das principais aliadas no ganho de massa muscular, a creatina vem sendo colocada como uma possível causadora de quedas de cabelos. O boato está ativo há anos, mas o que é verdade? Um estudo foi realizado na África do Sul em 2009, que contava com jogadores de rugby. Os jogadores que consumiram o suplemento apresentaram um aumento temporário no DHT, hormônio relacionado a alopecia androgenética (calvície)
Entretanto, a pesquisa não contou com um número alto de voluntários e teve curta duração, ou seja, não pôde ser utilizada como uma prova concreta da possível relação entre a calvice com a creatina.
Desde então, diversas pesquisas científicas e estudos clínicos foram em busca de uma prova. Em 2021, uma revisão publicada pelo Journal of the International Society of Sports Nutrition concluiu que não há evidências concretas de que a creatina afeta o crescimento capilar e se há alguma alteração no DHT em pessoas saudáveis.
Especialistas alertam que a calvície masculina pode ter origens genéticas ou hormonais, e que pode se manifestar com ou sem o uso frequente de creatina. Existem diversos fatores para a queda de cabelo, tais como nutrição inadequada, uso de esteroides e predisposição familiar.
Conclusão
Concluindo, até aqui, não há qualquer pesquisa científica que comprove ou que atingidos mesmo resultados em relação a estudo sul-africano em 2019. O DHT observado em poucos casos está dentro de limites normais.
Quando acontece, não aparenta ter ligações com quedas capilares. Desta forma, caso a pessoa não tenha nenhuma predisposição genética, não deve se preocupar com alterações capilares e possível calvície relacionadas ao uso de creatina.





