O mundo da música perdeu uma de suas figuras mais influentes dos anos 80. A notícia, confirmada por amigos próximos e recebida com pesar por fãs e artistas, interrompeu qualquer expectativa de um retorno aos palcos e deixou no ar a lembrança de uma trajetória que ajudou a moldar o som de uma geração.
Trata-se de Stephen Luscombe, tecladista e cofundador da banda britânica Blancmange, que morreu aos 70 anos em 13 de setembro de 2025. A causa da morte não foi revelada, mas seu histórico de saúde já havia afastado o músico dos palcos em 2011, após um aneurisma da aorta abdominal.
Uma perda marcante para o synth-pop dos anos 80
O vocalista Neil Arthur, parceiro de Luscombe no Blancmange, confirmou a perda com uma mensagem comovente nas redes sociais: “Heartbroken. RIP Stephen. Love you forever”.
A publicação desencadeou uma série de homenagens, entre elas a de Boy George, que relembrou viagens à Índia ao lado do tecladista e classificou “Living On The Ceiling” como uma das faixas mais importantes da cena eletro dos anos 80.
Nascido em Middlesex em 1954, Luscombe fundou o Blancmange ao lado de Neil Arthur e Laurence Stevens em 1979. O grupo chamou atenção já em 1981, quando a faixa “Sad Day” integrou a coletânea Some Bizarre, responsável também por revelar nomes como Depeche Mode. No ano seguinte, o álbum de estreia Happy Families chegou ao Top 40 britânico, impulsionado por sucessos como “Feel Me” e “God’s Kitchen”.
O auge veio em 1984, com Mange Tout, que alcançou o Top 10 no Reino Unido. No entanto, a recepção tímida ao terceiro disco, Believe You Me (1985), resultou na separação da banda no ano seguinte.
Mesmo afastado, Luscombe deixou marcas profundas no synth-pop. Seu legado permanece vivo nos arranjos que ajudaram a definir a sonoridade dos anos 80 e que continuam a inspirar gerações.





