Astrônomos conseguiram capturar um momento extraordinário do cosmos: o nascimento de um planeta. Batizado de WISPIT-2b, o gigante gasoso em formação orbita uma estrela jovem, chamada WISPIT 2, e acaba de se tornar um dos primeiros planetas da história a ser fotografado diretamente em um estágio tão inicial de desenvolvimento.
A descoberta oferece uma visão inédita sobre o processo de crescimento planetário — quando o corpo celeste ainda acumula gás e poeira e abre caminho em meio ao disco que o cerca.
WISPIT-2b: “planeta bebê” é maior que Júpiter
Com apenas 5 milhões de anos, WISPIT-2b é considerado um verdadeiro “bebê cósmico” se comparado à idade do nosso Sistema Solar, que tem 4,6 bilhões de anos. Mesmo tão jovem, o planeta já apresenta proporções impressionantes: sua massa é cerca de cinco vezes maior que a de Júpiter.
Ele está localizado a cerca de 57 unidades astronômicas (UA) de sua estrela e leva aproximadamente 414 anos para completar uma volta completa em sua órbita.
O planeta foi detectado dentro de um disco de gás e poeira, o que permitiu aos cientistas observar, pela primeira vez, um planeta “devorando” o material ao seu redor — evidência direta de seu crescimento.
A descoberta só foi possível graças à combinação de observações feitas por grandes telescópios internacionais, como o Very Large Telescope (VLT), no Chile, e o Grande Telescópio Binocular, nos Estados Unidos.
A observação utilizou luz infravermelha e H-alfa, emitida quando o hidrogênio cai sobre o planeta em formação. Os resultados, publicados na revista The Astrophysical Journal Letters, revelam que WISPIT-2b funciona como uma janela para o passado, mostrando aos cientistas como mundos gigantes — e talvez até a própria Terra — nasceram há bilhões de anos.





