O Brasil acaba de conquistar uma posição de destaque no cenário econômico latino-americano. De acordo com o relatório Riqueza Global 2025, divulgado pelo banco suíço UBS, o país lidera o ranking de milionários da região e é o único da América Latina presente no top 20 mundial, ocupando a 19ª colocação.
Segundo os dados, o Brasil soma 432,8 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão, ultrapassando concorrentes próximos. O México aparece em segundo lugar na região, com 399 mil milionários, seguido por Chile (66 mil), Colômbia (44 mil) e Uruguai (17 mil).
Crescimento e desigualdade lado a lado
No cenário global, os Estados Unidos seguem na liderança isolada, com 23,8 milhões de milionários, enquanto a China mantém a vice-liderança, com 6,3 milhões.
Em 2024, o número de milionários brasileiros avançou 1,6% em relação ao ano anterior. Apesar de positivo, o índice ficou abaixo de mercados emergentes como Índia (4,4%) e Rússia (4,9%). Na América Latina, apenas o Uruguai mostrou desempenho superior, com crescimento de 2,2%.
Mas o relatório também expôs um contraste: o Brasil figura como o país mais desigual da lista, registrando coeficiente de Gini de 0,82 — quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade. México, Chile e Colômbia também apresentam índices elevados, mas ainda abaixo do brasileiro.
O UBS prevê que, até 2029, o mundo ganhará 5,3 milhões de novos milionários, um aumento de 9%. Estados Unidos e China devem continuar puxando a expansão, mas a presença brasileira no ranking demonstra que, mesmo em meio a desigualdades, o país está conquistando espaço e deixando seus vizinhos para trás.





