A poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026, a FIFA confirmou uma mudança histórica no torneio. Na terça-feira, 28, a entidade máxima do futebol participou de reunião que antecede o 76º Congresso da Fifa, em Vancouver, no Canadá, e obteve a aprovação do Conselho para aumentar em 15% o valor total destinado às premiações e repasses às seleções participantes, elevando ainda mais o patamar financeiro da competição.
Esse movimento ocorre em um contexto de forte expansão da Copa, que pela primeira vez terá 48 seleções e será realizada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A combinação entre aumento de receitas comerciais e ampliação do torneio sustenta a decisão de reforçar o volume de dinheiro distribuído entre as federações nacionais.
O novo volume de dinheiro na Copa de 2026
O valor destinado à preparação das equipes sobe de 1,5 milhão de dólares (cerca de R$ 7,4 milhões) para 2,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 12,4 milhões). Na prática, isso representa um reforço direto na capacidade operacional das federações antes mesmo do início da competição.
Além disso, a compensação pela participação no torneio também foi reajustada. O valor passa de 9 milhões de dólares (R$ 44,7 milhões) para 10 milhões de dólares (R$ 49,7 milhões), criando uma base financeira mais robusta para todas as seleções classificadas.
Já em relação a cota de ingressos e contribuições referentes a despesas das delegações, haverá também um aumento acima de16 milhões de dólares (R$ 79,6 milhões). Na prática, esse mecanismo reduz parte da pressão financeira sobre as federações nacionais, especialmente em um torneio realizado em três países diferentes, onde custos logísticos tendem a ser mais elevados.
Esse tipo de repasse funciona como uma compensação indireta: quanto maior a estrutura exigida pela competição, maior a necessidade de apoio financeiro distribuído pela entidade organizadora.
O mecanismo de distribuição global da receita
A FIFA também estabeleceu que a receita adicional restante será redistribuída entre todas as 211 federações filiadas. Isso significa que, mesmo as seleções que não se classificarem para a Copa do Mundo, terão participação no ciclo financeiro do torneio.
Esse modelo reforça uma lógica já consolidada dentro da entidade: o Mundial não funciona apenas como competição esportiva, mas como um sistema global de circulação de recursos, onde o impacto econômico se estende para além dos países participantes.





