A tarde de domingo terminou em tensão para moradores de Curitiba e da região metropolitana. O que era apenas um aviso dos institutos meteorológicos se transformou, em poucas horas, em uma forte tempestade que tomou a capital paranaense com chuva intensa, ventania e granizo.
Em vários bairros, as ruas ficaram intransitáveis e equipes de emergência foram acionadas para atender quedas de árvores e pontos de alagamento.
Bairros ficaram cobertos de gelo e ventos bateram 60 km/h
Santa Felicidade foi uma das áreas mais atingidas. Em poucas dezenas de minutos, o volume de chuva ultrapassou marcas registradas em outras regiões e o bairro acabou encoberto por uma camada de granizo que tomou jardins, calçadas e pistas.
Moradores relataram que o barulho das pedras de gelo batendo nos telhados lembrava uma “chuva de pedras”. A estação pluviométrica do CEMADEN no bairro registrou mais de 60 mm, uma das maiores marcas do dia.
Outras regiões, como Pilarzinho, Abranches, Boa Vista e Barreirinha, também enfrentaram enxurradas rápidas e acúmulo de água em vias importantes. Em São José dos Pinhais, veículos precisaram parar no meio da BR-277 devido à visibilidade reduzida pela força da precipitação.
As rajadas de vento atingiram níveis significativos. Dados das estações da Prefeitura de Curitiba mostram velocidades de 46 km/h no Boa Vista, 49 km/h na CIC e mais de 61 km/h em Santa Felicidade. O Simepar confirmou que a combinação entre calor, umidade e a formação de um sistema de baixa pressão vindo da Argentina favoreceu o desenvolvimento rápido dessas tempestades.
No Oeste do estado, onde municípios ainda se recuperam de tornados registrados em novembro, o clima também preocupa. A região segue em alerta laranja para novos temporais, com risco de ventos fortes e descargas elétricas.
As equipes de defesa civil seguem monitorando as áreas afetadas e orientam a população a redobrar os cuidados durante os próximos dias.





