As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Isso significa que, a cada 90 segundos, um brasileiro morre em decorrência de alguma condição que afeta o coração e os vasos sanguíneos. Apesar do número alarmante, 80% desses casos são evitáveis por meio de hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular.
Dentro desse contexto, a alimentação tem papel essencial, e um alimento comum no dia a dia dos brasileiros pode ajudar mais do que se imagina, a banana. Segundo a médica Rafa Weiber, especialista em cardiologia metabólica, a fruta “apoia de forma relevante a saúde cardiovascular, dentro de um contexto alimentar equilibrado”. Ela destaca, em entrevista à Metrópoles, porém, que o efeito depende da combinação com outros hábitos saudáveis.
Como a banana pode ajudar
De acordo com dados do Sebrae, a banana é a fruta mais consumida no país. Sua popularidade se justifica não apenas pelo preço acessível, mas também pelos benefícios científicos já comprovados. A médica explica que a fruta contém potássio, fibras, compostos fenólicos e amido resistente, todos importantes para o funcionamento do sistema cardiovascular.
O potássio, por exemplo, auxilia na função elétrica do coração e no controle da pressão arterial. Estudos mostram que a ingestão adequada desse nutriente pode reduzir a pressão sistólica em até 3,5 mmHg. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial recomenda desde 2020 o aumento do consumo de alimentos ricos em potássio como estratégia preventiva.
As fibras e os polifenóis presentes na banana ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL), além de melhorar a saúde intestinal e inflamatória. Já o amido resistente, especialmente encontrado na banana verde, atua como prebiótico, estimulando o crescimento de bactérias benéficas no intestino e colaborando com o metabolismo lipídico e glicêmico.
Rafa Weiber afirma que o consumo diário de uma banana, dentro de uma dieta rica em frutas, verduras e grãos integrais, pode reduzir o risco de hipertensão, infarto e aterosclerose. “Comê-la pode fazer diferença, mas sozinha não basta. É preciso haver variedade e consistência”, conclui a cardiologista.





