A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes após o descumprimento das regras impostas para o livramento condicional. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do estado, que também revogou o benefício concedido ao ex-atleta, obrigando-o a retornar ao cumprimento da pena em regime semiaberto.
Hoje com 41 anos, Bruno ficou conhecido nacionalmente pelo período em que atuou no Flamengo. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes relacionados ao assassinato da modelo Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Após cumprir parte da pena, o ex-jogador passou a progredir de regime, chegando ao livramento condicional no início de 2023.
Viagem sem autorização motivou decisão judicial
Segundo a decisão judicial, Bruno descumpriu uma das principais condições impostas para permanecer em liberdade: não deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização da Justiça. Poucos dias depois de obter o benefício, ele realizou uma viagem ao Acre sem a permissão do Judiciário.
Na avaliação do juiz responsável pelo caso, a atitude demonstra desrespeito às regras estabelecidas para a concessão do livramento condicional. O magistrado destacou que o condenado foi previamente informado sobre todas as exigências do benefício e, portanto, deveria cumpri-las integralmente.
Com a revogação do livramento, Bruno retorna ao regime semiaberto. Nessa modalidade, o detento pode exercer atividades externas durante o dia, desde que haja autorização judicial, mas deve permanecer recolhido em unidade prisional no período noturno.
A defesa do ex-goleiro informou, por meio de nota, que pretende recorrer da decisão. Os advogados afirmaram que Bruno atualmente mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e que a execução da pena deverá ser encaminhada para a comarca responsável pelo cumprimento do regime semiaberto na cidade.
Desde que deixou a prisão, o ex-atleta vinha tentando retomar atividades no futebol, incluindo participações em equipes de menor expressão.





