O governo dos Estados Unidos reformou drasticamente o calendário federal de imunizações infantis a partir de 5 de janeiro de 2026, retirando a recomendação de rotina de seis vacinas antes indicadas para todas as crianças. A mudança integra uma revisão mais ampla da política de vacinação pediátrica promovida pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), liderado pelo secretário Robert F. Kennedy Jr., sob orientação do presidente Donald Trump.
O novo calendário não recomenda mais que todos os menores sejam vacinados de forma rotineira contra as seguintes doenças: gripe (influenza), hepatite A, hepatite B, meningococo, vírus sincicial respiratório (VSR) e rotavírus. Em vez disso, esses imunizantes passam a ser indicados apenas em casos específicos, como crianças em grupos de alto risco ou após recomendação médica individual.
O centro das mudanças está no fato de que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) reduziu o número de vacinas universalmente recomendadas no calendário de 17 para 11. As doses ainda continuam disponíveis e mantêm cobertura por programas federais de saúde, mas deixam de ser uma recomendação padrão para todas as crianças.
Autoridades afirmam que a revisão busca “alinhar o calendário vacinal dos EUA com o consenso internacional” e fortalecer o conceito de decisão compartilhada entre pais e médicos, mas especialistas em saúde pública criticam a mudança, alertando que isso pode reduzir a cobertura vacinal e aumentar o risco de doenças evitáveis entre crianças e adolescentes.
Vacinas que deixaram de ser recomendadas de rotina:
- Gripe (influenza)
- Hepatite A
- Hepatite B
- Meningococo
- Vírus sincicial respiratório (VSR)
- Rotavírus
Ainda permanecem recomendadas universalmente no calendário imunizações contra doenças como sarampo, caxumba e rubéola (MMR), pólio, varicela, coqueluche, tétano, difteria, Hib (Haemophilus influenzae tipo b) e PCV (vacina pneumocócica), entre outras, totalizando as 11 vacinas recomendadas para todas as crianças.
Especialistas alertam que a decisão pode gerar confusão, queda na confiança pública e comparações controversas com a situação de saúde pública em outros países, e defendem que a imunização ampla foi um dos pilares da redução histórica de doenças graves na infância.





