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Pais, alunos e profissionais da educação passaram a acompanhar com atenção os desdobramentos da greve de professores em Belo Horizonte após a possibilidade de mudanças no calendário escolar ganhar força. Com a paralisação afetando o cumprimento da carga horária obrigatória, o governo avalia uma mudança no calendário escolar com a implementação de reposição de aulas, o que pode fazer com que as atividades sejam estendidas até 2027.
A situação ganhou repercussão em Belo Horizonte após a continuidade da paralisação dos professores da rede municipal, que já dura 29 dias. Com isso, autoridades da educação passaram a avaliar alternativas como a suspensão do recesso escolar, a utilização de sábados letivos e a ampliação do calendário acadêmico. As férias coletivas dos professores no meio do ano, por exemplo, foram adiadas para dezembro.
Comunicado da Prefeitura de Belo Horizonte
As medidas foram enviadas aos professores por meio de um comunicado da prefeitura, que destacou que crianças de quatro e cinco anos só terão que repor os dias caso passem de 25 dias de greve. Já no ensino fundamental, a reposição acontecerá apenas em dias úteis. Por outro lado, crianças de 0 a 3 anos não terão a necessidade de repor aulas.
Os anúncios realizados pela prefeitura receberam uma série de críticas de diretores e vice-diretores de escolas municipais. Para eles, as instituições de ensino precisam ter autonomia para elaborar o próprio calendário de reposição das aulas.
Negociações avançadas
De acordo com o G1, a secretária municipal de Educação, Natalia Araújo, afirmou que foram atendidas sete das oito pautas de reivindicação da categoria. A única que não foi atendida está relacionada ao fato de o município ter optado por utilizar Organizações da Sociedade Civil (OSCs) especializadas no Atendimento Educacional Especializado (AEE) para dar auxílio a alunos da educação especial.
A medida recebeu críticas do Sind-Rede/BH, que afirma haver a necessidade de o atendimento ser realizado por professores concursados. Agora, a prefeitura e a classe da educação precisam chegar a um acordo para dar fim à greve.





