O governo federal deu um passo que promete mudar o jogo para milhares de caminhoneiros a partir de 2026.
Nesta quinta-feira (8), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou oficialmente o programa Move Brasil, uma iniciativa que vai liberar crédito mais barato para renovar frotas, impulsionar a indústria nacional e colocar dinheiro novo em circulação no setor de transporte rodoviário de cargas.
Crédito bilionário, juros menores e frota nova: o que muda para os caminhoneiros
Na prática, o plano abre uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões, somando recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, que será o operador das operações. Desse total, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente para caminhoneiros autônomos e cooperativas — grupo que costuma ter mais dificuldade de acesso a crédito em condições vantajosas.
O objetivo é acelerar a troca de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. Para isso, o governo definiu critérios de sustentabilidade, conteúdo nacional e até reciclagem. Quem entregar um caminhão antigo para desmonte poderá ter condições ainda melhores de financiamento.
Durante o lançamento, Alckmin destacou que a medida tem impacto direto na economia, na saúde pública e no meio ambiente, ao retirar de circulação veículos que poluem mais e oferecem maior risco nas estradas. A ideia é também preservar empregos e estimular a produção nacional.
O programa permitirá financiamentos de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência de até seis meses. Os pedidos poderão ser feitos até 30 de junho de 2026. Caminhões fabricados a partir de 2012 estão aptos, com vantagens extras para modelos movidos a eletricidade ou biometano.
Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa não gera impacto fiscal direto, já que os recursos serão reembolsados. Na prática, o governo aposta que a medida pode aquecer o setor e mudar a vida de quem vive da estrada.





