Quem pretende aproveitar o verão europeu em algumas das praias mais famosas da Itália precisará se adaptar a uma série de novas regras. Em determinadas áreas da ilha da Sardenha, autoridades locais passaram a restringir o uso de guarda-sóis, gazebos e outras estruturas de sombreamento, medida que tem gerado debates entre moradores e turistas.
A nova regulamentação permite apenas um guarda-sol por família que esteja acompanhada de crianças com até 10 anos ou de idosos acima de 65 anos. O objetivo, segundo as autoridades, é reduzir o impacto ambiental e preservar áreas costeiras consideradas sensíveis.
A decisão provocou repercussão nas redes sociais. Muitos usuários questionaram como os visitantes sem crianças ou idosos poderão se proteger da exposição prolongada ao sol durante os dias mais quentes da temporada.
Regras buscam preservar praias e reduzir impactos ambientais
Além das restrições relacionadas aos guarda-sóis, os frequentadores das praias da Sardenha também estão proibidos de caminhar sobre dunas protegidas, remover areia, danificar a vegetação local ou descartar resíduos fora dos locais apropriados. O descumprimento das normas pode resultar em multas.
Outras regiões italianas também adotaram medidas incomuns. Na praia de Jesolo, na região de Vêneto, foi ampliado o espaço mínimo entre os banhistas. Os módulos destinados aos visitantes passaram de 3×2 metros para 4×4 metros, reduzindo significativamente a quantidade de guarda-sóis disponíveis ao longo da faixa de areia.
Já na praia de Bibione, também em Vêneto, foram criadas áreas exclusivas para solteiros, equipadas com espreguiçadeiras duplas. O local ainda contará com painéis solares para recarga de celulares diretamente na praia.
No Brasil, a tendência de regulamentação também avança. Levantamento recente aponta que diversas cidades litorâneas já adotaram normas para limitar estruturas na areia, impedir reservas antecipadas de espaço e organizar melhor a ocupação das praias durante períodos de alta temporada.





