O governo dos Estados Unidos colocou o mundo em alerta máximo ao emitir uma ordem rara e direta aos seus cidadãos no exterior. Em meio à rápida escalada do conflito no Oriente Médio, Washington passou a classificar a região como de “risco extremo”, diante da multiplicação de ataques e ameaças envolvendo forças americanas.
No segundo comunicado oficial divulgado nesta terça-feira, o Departamento de Estado determinou que cidadãos norte-americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio, do Egito até o Golfo Pérsico. A orientação vale mesmo com espaço aéreo parcialmente fechado e cancelamentos em massa de voos comerciais, o que reforça a gravidade do cenário de segurança.
Retirada urgente e cenário de risco extremo
A decisão ocorre após o Irã intensificar ataques com mísseis e drones contra alvos ligados aos EUA e a seus aliados. Segundo autoridades americanas, o risco de novas retaliações contra bases militares, embaixadas e áreas civis aumentou significativamente nos últimos dias. Funcionários diplomáticos não essenciais e familiares já começaram a ser retirados de ao menos seis países da região.
Em publicações oficiais, o governo dos EUA recomendou que americanos que estejam em países como Israel, Iraque, Jordânia, Líbano e Kuwait saiam “agora”, utilizando qualquer meio de transporte disponível. Em Israel, a própria embaixada alertou que não consegue auxiliar diretamente na evacuação, devido às severas restrições de deslocamento.
A medida veio após ataques diretos a instalações diplomáticas americanas na Arábia Saudita e no Kuwait, além da confirmação da morte de seis militares dos EUA em um bombardeio retaliatório iraniano. O Pentágono admitiu que, em ao menos um caso, um míssil conseguiu furar o sistema de defesa aérea.
No campo político, parlamentares americanos criticaram a falta de planejamento da evacuação, alegando que os avisos chegaram tarde demais. Ainda assim, a Casa Branca sustenta que a prioridade absoluta é preservar vidas.
Informações: AFP/The New York Times





