O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — ganhou um novo capítulo em 2026. Apesar de apoiar a discussão sobre a redução da jornada de trabalho, o governo federal decidiu rejeitar uma das principais propostas que poderia viabilizar a mudança: a desoneração da folha de pagamento para empresas.
A proposta em análise no Congresso prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, permitindo a adoção da escala 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso), sem corte de salário. A medida é vista como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas enfrenta resistência de setores empresariais, que temem aumento de custos.
Governo descarta desoneração e mantém impasse sobre fim da escala 6×1
Para tentar destravar a proposta, parlamentares sugeriram a desoneração da folha — ou seja, reduzir impostos pagos pelas empresas — como compensação. No entanto, o governo rejeitou essa alternativa, alegando falta de espaço no orçamento e risco para as contas públicas.
Integrantes da equipe econômica afirmam que o país não pode abrir mão de arrecadação neste momento. Segundo o governo, experiências anteriores de desoneração não trouxeram os resultados esperados e acabaram pressionando a dívida pública.
Apesar da negativa, o tema segue em negociação. O governo admite discutir uma transição gradual para a nova jornada, inspirada em modelos internacionais, com redução progressiva das horas trabalhadas ao longo dos anos.
No Congresso, a proposta ainda enfrenta entraves. O fim da escala 6×1 tramita como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que torna a aprovação mais lenta e exige maior articulação política. Além disso, pedidos de mais tempo para análise têm adiado o avanço das discussões.
A expectativa é que o tema continue em debate, especialmente por seu impacto direto na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.





