Popularmente conhecido como “14º salário”, o abono salarial é um benefício concedido anualmente a trabalhadores de carteira assinada e servidores públicos que atendam a critérios específicos de renda e tempo de serviço.
Mais do que uma bonificação, o pagamento possui caráter social, visando beneficiar principalmente os trabalhadores de baixa renda. Por conta disso, em 2026, o governo decidiu alterar as regras do abono para os próximos anos.
Conforme descrito no mais recente projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), o valor da renda máxima para ter acesso ao benefício será reduzido, passando a ser corrigido pela inflação para garantir mais responsabilidade fiscal.
A atenuação será implementada de forma gradual até 2030. Ao longo desse processo, estima-se que cerca de 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de ter acesso ao abono, tendo em vista que a nova renda máxima será de um salário mínimo e meio
Vale destacar que a primeira diminuição já ocorreu neste ano, com o benefício sendo liberado apenas para trabalhadores que receberam 1,96 salário mínimo em 2024. Com isso, cerca de 559 mil brasileiros ficaram sem o valor adicional.
Gastos com benefício podem aumentar
O reajuste de uma das principais exigências do abono salarial não resultará em uma economia significativa para o governo, já que projeções do próprio Ministério do Trabalho já preveem aumentos nos gastos.
Isso porque a expectativa é de que, até 2030, o número de trabalhadores celetistas chegue a 67 milhões. Com isso, os gastos com o benefício podem saltar dos atuais R$ 34,36 bilhões para R$ 39,27 bilhões no total.
Ou seja, embora as novas regras limitem o número de trabalhadores aptos a receber o pagamento, o alto volume de brasileiros com carteira assinada ainda exigirá do governo investimentos elevados para garantir que o benefício seja encaminhado a todos que se enquadram nas regras.





