Motoristas que trafegam por importantes rodovias federais começaram a perceber uma mudança inesperada: postes vazios, equipamentos desligados e a ausência de radares fixos em trechos antes monitorados com rigor. A situação chamou atenção principalmente nas BRs 470, 101 e 280, em Santa Catarina, mas também foi registrada em outras regiões do país, gerando dúvidas e especulações entre condutores.
À primeira vista, a remoção dos aparelhos pareceu uma decisão brusca do governo. No entanto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) esclareceu que a medida faz parte de uma transição contratual. A empresa responsável pela fiscalização eletrônica foi substituída, e a nova contratada terá até 12 meses para instalar, testar e calibrar os novos equipamentos.
Entenda por que os radares desapareceram e o que muda para os motoristas
Durante esse período, alguns pontos de controle podem permanecer inativos ou sem qualquer estrutura visível. Ainda assim, as autoridades ressaltam que isso não representa uma suspensão das regras de trânsito. Os limites de velocidade continuam válidos, e o descumprimento pode resultar em multas.
Além dos radares fixos, a Polícia Rodoviária Federal mantém a fiscalização com equipamentos móveis, que podem ser utilizados em diferentes horários e locais. Ou seja, a ausência de postes não significa ausência de controle.
Especialistas alertam que o principal risco é a falsa sensação de liberdade ao volante. Quando o motorista acredita que não está sendo monitorado, tende a assumir comportamentos mais perigosos, como excesso de velocidade e ultrapassagens arriscadas.
O DNIT reforça que a função da fiscalização não é punir, mas reduzir acidentes e salvar vidas. A modernização dos sistemas deve trazer equipamentos mais precisos e integrados a novos bancos de dados.
Enquanto isso, a orientação é dirigir com responsabilidade, independentemente da presença de radares.





