O governo federal ampliou o alcance do programa habitacional e agora pretende atender também famílias de classe média. Com as novas regras do Minha Casa Minha Vida, pessoas com renda mensal de até R$ 13 mil passam a ter acesso facilitado ao financiamento imobiliário.
As mudanças começaram a valer e foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, com operacionalização por bancos como a Caixa Econômica Federal. O principal objetivo é ampliar o acesso à casa própria e reduzir as barreiras enfrentadas por quem estava fora das faixas anteriores.
Novas regras ampliam acesso e reduzem juros
Na prática, todas as categorias de renda foram reajustadas. A faixa 1 agora contempla famílias que ganham até R$ 3.200 por mês. A faixa 2 passou para até R$ 5 mil. Já a faixa 3 subiu para R$ 9.600, enquanto a nova faixa 4 alcança famílias com renda de até R$ 13 mil mensais.
Além disso, o valor máximo dos imóveis financiados também aumentou. Para a faixa 3, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na faixa 4, o teto subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil, permitindo acesso a imóveis maiores ou melhor localizados.
Outro ponto importante é o impacto nas taxas de juros. Como o programa utiliza juros progressivos, famílias que foram reenquadradas em faixas mais baixas passam a ter acesso a condições mais vantajosas. Isso pode reduzir o custo total do financiamento e facilitar a aprovação do crédito.
Segundo o governo, ao menos 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com juros menores. A expectativa é que a medida estimule o mercado imobiliário e amplie o número de brasileiros com acesso à moradia.
As novas regras também se aplicam a áreas rurais, com limites específicos de renda anual, ampliando ainda mais o alcance do programa habitacional no país.





