A paralisação dos servidores públicos em Florianópolis chegou ao sexto dia consecutivo e já provoca reflexos diretos na rotina da população, especialmente na rede de ensino, onde unidades enfrentam interrupções e redução no atendimento. Sem acordo até o momento, a greve segue por tempo indeterminado.
Na Educação, a situação é a mais sensível: creches municipais deixaram de funcionar e parte significativa dos profissionais cruzou os braços, impactando o funcionamento das atividades. No ensino básico, embora nenhuma escola esteja totalmente fechada, a adesão parcial compromete o ritmo das aulas. Ao longo da semana, o cenário pode se agravar caso não haja avanço nas negociações.
Greve avança, afeta escolas e expõe impasse entre servidores e prefeitura
Na área da Saúde, o impacto é mais moderado, mas já perceptível. Unidades básicas registram redução de equipes, afetando atendimentos e serviços essenciais. Centros de referência, como o de atenção psicossocial, também operam com limitações.
A mobilização teve início após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela prefeitura durante as negociações da data-base. Entre as principais reivindicações estão reajustes salariais, melhores condições de trabalho e reforço no quadro de servidores. Os trabalhadores denunciam sobrecarga e precarização dos serviços públicos.
Em resposta à imprensa, a administração municipal anunciou medidas mais duras, como o desconto nos salários de servidores que aderirem à greve. A decisão acirrou o clima entre as partes e reforçou a posição do sindicato, que afirma manter o movimento até que haja uma proposta considerada satisfatória.
Mesmo com reuniões e assembleias previstas ao longo dos próximos dias, ainda não há previsão concreta para o fim da paralisação. Enquanto isso, famílias enfrentam incertezas, especialmente com escolas afetadas e a possibilidade de novos dias sem aula.





