O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passará por uma mudança importante que altera o destino do dinheiro de parte dos trabalhadores brasileiros.
A nova regra está ligada à próxima fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal e define condições específicas para o uso desses recursos.
Uso do FGTS será limitado à quitação total de dívidas
A principal mudança é que o saldo do FGTS poderá ser utilizado apenas para quitar dívidas integralmente dentro do programa Desenrola 2.0. Ou seja, não será permitido usar o dinheiro para pagar apenas parte do débito. Na prática, o trabalhador só poderá acessar o recurso se tiver valor suficiente para eliminar toda a dívida.
Por exemplo: se uma pessoa deve R$ 2 mil, só poderá usar o FGTS caso tenha pelo menos esse valor disponível. Se o saldo for menor, o uso não será autorizado nessa etapa do programa.
A medida será restrita a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. A proposta faz parte de uma estratégia do governo para reduzir o nível de endividamento da população e reorganizar as finanças das famílias.
Segundo a equipe econômica, a regra busca evitar o uso fragmentado do fundo e priorizar soluções definitivas para as dívidas. Além disso, o modelo pretende tornar o processo mais eficiente, concentrando esforços em casos com maior chance de regularização completa.
O programa ainda está em fase final de ajustes, mas a expectativa é de lançamento nos próximos dias, com participação de bancos e uso de recursos garantidores para viabilizar as renegociações.
Na prática, a mudança exige mais atenção do trabalhador, que precisará avaliar se o saldo disponível no FGTS é suficiente para quitar suas pendências. Ao mesmo tempo, pode representar uma oportunidade de sair do endividamento, desde que as novas regras sejam atend





