Em um país marcado por sucessivas crises econômicas e hiperinflação, um nome se destaca em meio ao cenário desafiador: Juan Carlos Escotet, o único bilionário venezuelano na lista da Forbes. Enquanto a economia da Venezuela luta para se reerguer, a fortuna de Escotet segue em crescimento — e em um ritmo que deixa empresários brasileiros atrás no ranking de riqueza.
Seu patrimônio líquido foi estimado em cerca de US$ 7,4 bilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 40 bilhões — segundo a última lista da revista Forbes. Esse valor coloca Escotet em uma posição muito acima de alguns bilionários brasileiros conhecidos como Luciano Hang, empresário e dono da rede de lojas Havan, cujo patrimônio é estimado em um dígito menor se comparado ao do banqueiro venezuelano.
Como o único bilionário da Venezuela ficou rico?
Ao contrário do que muitos imaginam, Escotet não fez sua fortuna no setor petrolífero, historicamente dominante no país. Ele construiu seu império no setor financeiro, fundando o grupo bancário Banesco, com operações em várias partes do mundo, e assumindo também o comando do banco espanhol Abanca.
Escotet começou a vida profissional aos 17 anos como office boy em um banco, enquanto estudava economia. Ao longo de décadas, transformou pequenos passos em uma presença bancária de alcance global. Hoje, sua atuação não se limita à Venezuela — a maior parte da sua riqueza está associada a operações internacionais, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
Mesmo em meio às dificuldades internas da Venezuela, sua fortuna quase dobrou em apenas um ano — um feito que destaca como estratégicas aquisições e expansão global podem sustentar riqueza em tempos turbulentos.
Enquanto isso, brasileiros bilionários ainda dominam muitos rankings regionais, mas no duelo direto entre Escotet e Hang, o banqueiro venezuelano certamente leva vantagem .





