Uso excessivo de celulares entre idosos emerge como preocupação crescente para a saúde mental desta faixa etária. A Universidade Federal de Minas Gerais conduziu uma pesquisa revelando efeitos nocivos do tempo prolongado em telas, como insônia e ansiedade entre pessoas com mais de 60 anos.
Este estudo, baseado na análise de 20 outras pesquisas e envolvendo 50 mil idosos ao longo de 11 anos, destaca uma tendência de grande relevância.
Investigadores notaram a ausência de diretrizes claras sobre o uso seguro de telas por idosos, em contraste com recomendações existentes para adolescentes. Consequentemente, cresce a nomofobia, que é o medo de ficar sem acesso ao celular, impactando diretamente a sensação de segurança e bem-estar dos mais velhos. A segurança digital e a exposição a fraudes também aumentam a vulnerabilidade desse grupo.
Impactos além da saúde mental
Os efeitos adversos do uso indiscriminado de celulares se estendem. Muitos idosos relatam prejuízos significativos em suas rotinas de sono devido a atividades em dispositivos móveis.
A falta de segurança digital e habilidade de reconhecer informações fidedignas são fontes de preocupação. Muitos idosos sentem-se isolados e angustiados devido ao consumo de conteúdos online.
Desafios
Se por um lado o uso da tecnologia pode isolar socialmente e gerar ansiedade, por outro, também oferece meios de conexão com parentes distantes e acesso à informação. A alfabetização digital emerge como uma necessidade.
A informação e a educação no uso de tecnologias desempenham papéis fundamentais. O equilíbrio entre os benefícios e riscos do uso de telas pode resultar em melhorias notáveis na qualidade de vida dos idosos.





