Implementado no início de abril, o sistema de controle biométrico de fronteiras Entry/Exit System (EES) substituiu o carimbo manual de passaportes na Itália por um registro digital automatizado. Porém, apesar de moderno, o recurso gerou diversos problemas.
De acordo com associações aéreas, terminais como os de Veneza, Nápoles, Palermo, Pisa e Bergamo registraram filas de até três horas devido ao novo sistema. Diante disso, publicações internacionais passaram a relatar que o governo italiano estaria avaliando possíveis flexibilizações.
A hipótese divulgada destacava uma possível medida de contingência que seria válida até 30 de setembro e permitiria que as verificações biométricas fossem suspensas caso as filas excedessem 45 minutos.
Todavia, a informação acabou sendo desmentida pela Comissão Europeia. Em esclarecimento ao portal BBC, um porta-voz do órgão revelou que as autoridades italianas mantêm o cronograma original e não têm intenção de afrouxar as diretrizes de segurança vigentes.
Sendo assim, quem planeja visitar a Itália ainda precisará cumprir obrigatoriamente todas as formalidades nos totens digitais. A recomendação aos turistas é paciência e planejamento, já que as longas filas ainda devem persistir.
Itália garante isenções a determinados viajantes
Vale destacar que o EES atinge principalmente turistas e profissionais em viagens de negócios de fora do bloco europeu, mesmo que seus países de origem não exijam visto de entrada. Porém, apesar do rigor, a Itália e as outras nações integradas abrem exceções e dispensam do controle as seguintes pessoas:
- Cidadãos europeus: pessoas que possuam passaporte de qualquer país da União Europeia ou do Espaço Schengen;
- Residentes legais: estrangeiros que possuam um título ou autorização de residência válido emitido por qualquer país do Espaço Schengen;
- Familiares diretos de cidadãos da UE: ônjuges e dependentes que possuam o documento de residência especial emitido por laços familiares com um cidadão do bloco.





