Em alguns países europeus, o cuidado com os animais de estimação vai muito além do básico — e pode até envolver regras rígidas para o dia a dia dos tutores. É o caso da Suécia, onde uma legislação chama atenção por estabelecer que cães não podem ficar sozinhos por mais de seis horas seguidas.
A medida faz parte de uma política voltada ao bem-estar animal, que busca evitar problemas como ansiedade, estresse e solidão prolongada. No país, há fiscalização ativa, e o descumprimento pode resultar em penalidades que vão desde multas até sanções mais severas em casos recorrentes.
Regras também existem em outros países e incluem multas altas
A preocupação não é exclusiva da Suécia. Na Espanha, por exemplo, uma legislação recente também endureceu as regras para quem tem animais de estimação. Por lá, deixar um cachorro sozinho por mais de 24 horas já é considerado irregular — e o abandono por períodos mais longos pode gerar multas que chegam a até 10 mil euros.
A lei espanhola também proíbe práticas comuns, como deixar o animal preso na porta de estabelecimentos. Dependendo da situação, o tutor pode ser penalizado com valores entre 500 e 10 mil euros, especialmente se houver risco à saúde do pet, como exposição ao sol ou falta de água.
Além disso, o país exige registro obrigatório com microchip, contratação de seguro de responsabilidade civil e até a realização de um curso para donos de cães.
Especialistas explicam que essas medidas refletem uma mudança na forma como animais são partes integrantes da família que precisam de cuidados. Ainda assim, o tempo ideal que um cachorro pode ficar sozinho varia. Fatores como rotina, presença de outros animais e estímulos — como brinquedos interativos — influenciam diretamente no bem-estar.
Na prática, as leis europeias buscam a proteção e integridade dos pets através da responsabilização dos seus tutores.





