A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, decidiu agir com rigor e mandou encerrar imediatamente o contrato de patrocínio com a Fictor, empresa que havia firmado acordo milionário com clube em março de 2025. A rescisão foi confirmado nesta semana após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial.
Em nota oficial, o Palmeiras informou que o rompimento ocorreu por inadimplemento contratual e pelo próprio pedido de recuperação judicial da patrocinadora, situação prevista em cláusula do acordo firmado entre as partes
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizada pelo grupo. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos”, destacou o clube em nota oficial.
Contrato milionário e dívida em aberto
A parceria entre Palmeira e a Fictor previa um contrato de três anos, com a possibilidade de renovação por mais um, rendendo cerca de R$ 30 milhões por temporada ao verdão, sendo R$ 25 milhões fixos e outros R$ 5 milhões atrelados a metas esportivas.
Segundo a apuração, a dívida mencionada pela Fictor no processo de recuperação judicial diz respeito à parcela mais recente do patrocínio, além de bonificações por resultados esportivos, que deveriam ter sido quitadas ao longo de janeiro, o que não ocorreu.
Crise financeira e ligação com Banco Master
A situação da Fictor se agravou nos últimos meses após o grupo se envolver diretamente no crise do Banco Master. Em novembro, um de seus sócios liderou uma proposta para adquirir a instituição financeira, mas o processo foi interrompido após o banco central decretar a liquidação extrajudicial do banco.
Em nota enviada à imprensa, a empresa afirmou que o episódio afetou sua reputação e liquidez, gerando “um grande volume de notícias negativas”. Ainda assim, a Fictor alegou que a recuperação judicial, que envolve cerca de R$ 4 bilhões em compromissos financeiros, tem como principal objetivo reorganizar a operação e garantir o pagamento das dívidas.
Fim súbito da parceria
Apesar de até o início do ano a empresa mantinha os pagamentos em dia, o pedido de recuperação judicial foi considerado o estopim para a decisão da Leila Pereira. Internamente, a avaliação foi de que o Palmeiras não poderia manter o vínculo com uma empresa em situação financeira instável.
A Fictor estampava as costas do uniforme masculino e feminino, além de ser a patrocinadora master das categorias de base.
Com a rescisão, o Palmeiras agora avalia medidas judicias para tentar reaver os valores pendentes e também busca alternativas no mercado para recompor uma das maiores receitas de patrocínio do clube.





