Com o calendário eleitoral se aproximando, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já começa a desenhar quais serão as apostas centrais para 2026.
Segundo o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), duas propostas concentram as atenções do Palácio do Planalto e devem simbolizar a agenda política do próximo ano: a implantação da tarifa zero no transporte público e o fim da escala de trabalho 6×1.
Tarifa zero e nova jornada de trabalho entram no centro da estratégia
Em conversa com jornalistas, Lindbergh afirmou que o governo pretende reduzir drasticamente o envio de projetos ao Congresso em 2026. A avaliação interna é que o ambiente eleitoral tende a dominar os debates legislativos, dificultando a tramitação de uma pauta extensa. Por isso, a orientação será focar apenas em temas considerados decisivos.
“O diagnóstico é que será um ano em que não adianta acionar tanto o Parlamento. A prioridade será concentrar energia em poucas propostas que dialoguem diretamente com a vida das pessoas”, afirmou o deputado.
Entre elas, estão o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um — e a gratuidade no transporte público urbano.
No caso da jornada de trabalho, o tema já avança no Congresso. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada recentemente na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Além disso, há diversos projetos em tramitação na Câmara tratando da redução da carga semanal.
Já a tarifa zero ainda passa por estudos técnicos. Um levantamento da Universidade de Brasília estima que a medida custaria cerca de R$ 78 bilhões por ano. Segundo os pesquisadores, o financiamento poderia vir da reformulação do vale-transporte, sem necessidade de criação de novos impostos.





