Março de 2026 apresenta um evento astronômico de destaque: o eclipse lunar total, popularmente conhecido como Lua de Sangue. Durante a madrugada do dia 3, a Terra se interporá entre o Sol e a Lua, lançando uma sombra que transformará o satélite em um espetáculo colorido.
Este fenômeno ocorre quando a Lua Cheia adquire tonalidades que vão do vermelho ao laranja, resultado da refração dos raios solares pela atmosfera terrestre.
O que é a Lua de Sangue
Lua de Sangue é o termo associado ao eclipse lunar total, onde a refração da luz solar atravessa a atmosfera da Terra. Como o azul e violeta se dispersam, os tons alaranjados e vermelhos alcançam a Lua, gerando uma coloração diferenciada.
Este evento coincide com a chamada “Lua das Minhocas”, nome tradicionalmente utilizado no Hemisfério Norte, que marca a chegada da primavera.
O nome “Lua das Minhocas” tem origem no Hemisfério Norte, onde o aquecimento do solo após o inverno promove o aparecimento de minhocas. No Hemisfério Sul, essa Lua é referida como “Lua da Colheita” ou “Lua do Milho”, refletindo práticas agrícolas locais.
Visibilidade do eclipse na Terra
O eclipse será visível em várias partes do mundo, destacando-se as regiões das Américas, do Oceano Pacífico, da Ásia Oriental e da Oceania. No Brasil, a visibilidade do fenômeno será parcial. As regiões Norte e Centro-Oeste são privilegiadas para acompanhar o início da fase parcial do eclipse, ao amanhecer, com a Lua próxima ao horizonte oeste. Nas demais regiões, apenas a fase penumbral será perceptível.
Como observar o eclipse
Para observar o evento, não há necessidade de equipamento especial. Recomenda-se procurar áreas abertas e sem iluminação artificial, como campos ou elevações, especialmente nas regiões com maior visibilidade.
A experiência pode ser ampliada com o uso de binóculos, que permitem observar detalhes da superfície lunar.





