Entre a imponência do Pico Paraná, o ponto mais alto da Região Sul, e o silêncio de uma vila abandonada, Antonina guarda contrastes que surpreendem. No litoral do Paraná, natureza exuberante e ruínas humanas dividem o mesmo cenário.
Enquanto trilhas atraem aventureiros, construções vazias contam uma história de progresso, abandono e memória.
Entre trilhas e ruínas: a montanha famosa e a vila esquecida
Com 1.877 metros de altitude, o Pico Paraná se ergue na Serra do Mar como um dos símbolos do montanhismo brasileiro. Localizado em Antonina, o cume oferece vistas amplas da Mata Atlântica e desafia visitantes com trilhas íngremes, variações climáticas e longas caminhadas.
Todos os anos, praticantes de ecoturismo movimentam a economia local, em busca do nascer do sol no topo e do contato direto com a floresta preservada.
A poucos quilômetros desse cenário de aventura, outra paisagem chama atenção, mas por motivos opostos. Em meio à vegetação, surge uma antiga vila construída nos anos 1960 para abrigar operários da Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza, a maior central subterrânea do Sul.
O conjunto tinha casas, hotel, escola, igrejas e áreas de lazer. Por décadas, funcionou como uma pequena cidade planejada, autossuficiente e cheia de vida.
Com o passar do tempo, aposentadorias, transferências e a falta de novos investimentos esvaziaram o lugar. Parte da vila chegou a ser rebatizada e alugada para eventos, mas, a partir de 2019, o abandono se intensificou.
Hoje, muitas construções estão depredadas, tomadas pelo mato e pelo silêncio. Restam poucos moradores e uma escola em funcionamento, enquanto o restante se transforma em um retrato melancólico de um projeto que perdeu sua função.
Entre o Pico Paraná e a vila esquecida, Antonina revela como natureza e história coexistem, atraindo curiosos, aventureiros e pesquisadores que buscam entender o passado e o presente local ali.





