A decisão que surpreendeu consumidores e sacudiu o mercado de cafés especiais no Brasil veio nesta segunda-feira (3): a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os produtos da Vibe Coffee, marca capixaba que vinha ganhando espaço entre apreciadores de grãos premium.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, interrompe imediatamente a atuação da empresa em todo o território nacional. O impacto não se deve apenas à suspensão, mas aos cinco motivos considerados graves pela agência — fatores que colocam em risco a segurança sanitária e que foram detectados durante inspeção do Núcleo Especial de Vigilância Sanitária (NEVS), ligado à Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo.
Os cinco motivos que levaram à proibição
De acordo com a Anvisa, os técnicos encontraram um conjunto de falhas que, somadas, justificaram o veto completo. Entre elas estão: falta de licença sanitária, ausência de registro e comunicação de início de fabricação, inexistência de rastreabilidade dos lotes, ausência de procedimentos operacionais padrão (POPs) e condições inadequadas de higienização no local de produção. Esses pontos configuram infrações essenciais nas normas de controle e monitoramento da cadeia alimentícia.
A empresa, porém, apresentou uma versão diferente. Em nota, a Vibe Coffee afirmou não ter recebido nenhuma notificação formal da Anvisa. Segundo o comunicado, foi a própria marca quem solicitou a inspeção estadual para obter orientações técnicas e avançar no processo de emissão do alvará sanitário.
A companhia reconhece que houve “irregularidades estruturais” e ausência de alguns POPs, mas diz que as obras de adequação já estão em andamento, com previsão de conclusão até sexta-feira (7).
Até lá, nenhum produto da Vibe Coffee pode ser vendido — nem em lojas físicas, nem online. A marca, que vinha crescendo com identidade visual moderna e destaque entre jovens consumidores, agora precisa regularizar toda sua operação para tentar voltar ao mercado.





