Uma nova atualização sobre o programa Desenrola trouxe boas notícias para milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades financeiras. Segundo dados divulgados pelo governo federal, a iniciativa já permitiu a renegociação de R$ 20 bilhões em débitos desde o lançamento da nova fase do programa, voltada para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
O balanço aponta que mais de 1,4 milhão de acordos foram fechados até o momento. Com descontos que chegaram a 90% do valor original das dívidas, o montante devido pelos participantes caiu de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 2,7 bilhões, representando uma redução expressiva no endividamento das famílias atendidas.
Condições facilitadas e nova fase em preparação
A atual etapa do programa contempla dívidas bancárias contratadas até janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Entram na lista débitos relacionados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Além dos descontos, os participantes contam com condições especiais para quitar os débitos. As renegociações oferecem juros limitados a 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento e possibilidade de começar a pagar a primeira parcela em até 35 dias após o acordo.
Outra medida que chama atenção é a autorização para utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na quitação das dívidas. O trabalhador pode usar até 20% do saldo disponível ou R$ 1 mil, prevalecendo o valor mais alto.
O programa também registrou resultados em outras modalidades. No Desenrola voltado a estudantes com contratos do Fies, mais de 82 mil renegociações foram realizadas. Já a modalidade destinada às empresas movimentou cerca de R$ 11 bilhões em acordos.
O governo ainda prepara uma nova etapa da iniciativa. Batizada de “Desenrola Adimplentes”, a proposta pretende beneficiar consumidores que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento.





