A mpox, doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola, voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias no Brasil. Embora a maioria dos casos apresente evolução leve, o Ministério da Saúde destaca que a infecção pode se tornar grave e até fatal para alguns grupos específicos da população.
Em 2026, o país já registrou cerca de 90 casos confirmados da doença, enquanto outros mais de 170 seguem em investigação. Especialistas reforçam que, apesar de muitos pacientes se recuperarem sem complicações, a evolução da mpox depende de fatores como a condição imunológica e a idade da pessoa infectada.
Quem corre maior risco de desenvolver formas graves da mpox
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, cansaço, inchaço dos gânglios e o surgimento de lesões cutâneas que podem aparecer em diversas partes do corpo.
De acordo com o Ministério da Saúde, três grupos exigem atenção especial por apresentarem maior risco de complicações causadas pelo vírus.
O primeiro é o de pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV não controlado ou indivíduos em tratamentos que afetam o sistema imunológico. Nessas situações, o organismo pode ter mais dificuldade para combater a infecção.
As gestantes também estão entre os grupos de maior vulnerabilidade, já que a doença pode provocar complicações durante a gravidez e trazer riscos ao bebê.
Outro grupo que demanda cuidado são as crianças, especialmente as mais novas, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
Nos quadros mais graves, a mpox pode causar infecções secundárias, pneumonia e inflamações em diferentes órgãos. Por isso, as autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos e evitar o contato direto com lesões de pessoas infectadas.





