Uma vala comum foi descoberta em Jerash, Jordânia, revelando uma pandemia que devastou a região há cerca de 1.500 anos. Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, em conjunto com cientistas de outros países, realizaram escavações e análises laboratoriais no ano de 2026.
Eles descobriram esqueletos enterrados coletivamente, indicando uma crise sanitária histórica.
Jerash, localizada 50 km ao norte de Amã, na Jordânia, abriga um dos sítios arqueológicos romanos mais bem preservados do mundo, conhecido como a “Pompeia do Oriente”.
Vestígios da Peste de Justiniano
Os corpos encontrados estavam em um antigo local romano e sugerem alta mortalidade. A situação exigiu enterramentos coletivos, interrompendo rituais funerários tradicionais. Testes genéticos identificaram a bactéria Yersinia pestis, associada à peste bubônica, nos restos mortais.
A Peste de Justiniano, considerada a primeira pandemia mundial, afetou massivamente o Império Bizantino entre 541 e 750 d.C., tendo impacto profundo e duradouro na história.
Integração de arqueologia e biologia
O uso de tecnologias genéticas avançadas permitiu confirmar a presença da bactéria, ressaltando o alcance pandêmico da peste na antiguidade.
A análise dos dentes e ossos forneceu uma compreensão mais profunda das doenças antigas, reforçando a persistência das crises sanitárias ao longo da história. O estudo publicado em 2026, no Journal of Archaeological Science, oferece uma base valiosa para futuras pesquisas.
Os achados em Jerash evidenciam a pandemia antiga, ampliando a visão sobre a prevalência de doenças no passado.





