Promulgada em 2019, a Emenda Constitucional nº 103 promoveu uma grande reforma no sistema previdenciário brasileiro, visando sanear contas públicas e, assim, alcançar sustentabilidade econômica, sobretudo diante de fatores como o envelhecimento populacional acelerado e aumento da expectativa de vida.
E é importante destacar que as mudanças estabelecidas há sete anos continuam impactando o presente, não apenas por permanecerem em vigor, mas também por viabilizarem medidas que podem fazer com que os brasileiros trabalhem por mais tempo.
Inclusive, neste ano de 2026, a situação se tornou mais rígida para trabalhadores que já contribuíam ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) antes de 2019, tendo em vista que as regras de transição foram alteradas recentemente.
Uma dessas mudanças afetou a regra da idade mínima progressiva, que exigirá o cumprimento de idade mínima de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens que se enquadram nos critérios.
Além disso, também houveram alterações na chamada “regra dos pontos”, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, mulheres com ao menos 30 anos de contribuição precisarão acumular 93 pontos, enquanto homens com no mínimo 35 anos necessitarão de 103 pontos.
Evitando equívocos: como saber o período exato para trabalhar antes de se aposentar
A modificação das regras pode ocorrer de forma anual, fazendo com que muitas pessoas acabem sendo surpreendidas na hora de dar entrada na aposentadoria caso não se atentem a anúncios oficiais do governo sobre o tópico.
Todavia, é possível evitar que isso aconteça por meio de um recurso disponibilizado pelo próprio INSS, que pode ser acessado tanto pelo site quanto pelo aplicativo da autarquia (“Meu INSS”) após fazer login com as credenciais solicitadas.
Trata-se de uma calculadora exclusiva, disponível na aba “Simular Aposentadoria”, que permite que funcionários verifiquem com precisão até quando precisarão trabalhar de acordo com as diferentes regras em vigor.





