A desigualdade salarial entre homens e mulheres permanece evidente no Brasil em 2026. Conforme o 5º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres no setor privado recebem 21,3% a menos que os homens.
Este relatório analisou dados de aproximadamente 53,5 mil empresas de grande porte entre 2023 e 2025, destacando um problema estrutural persistente.
Apesar do aumento na participação feminina no mercado de trabalho, a igualdade salarial continua distante. Desde 2023, o número de mulheres empregadas cresceu 11%, saltando de 7,2 milhões para 8 milhões.
O destaque foi para as mulheres negras, cujo crescimento de inserção no mercado formal foi de 29%, atingindo 4,2 milhões de trabalhadoras. No entanto, esse aumento não se traduziu em paridade salarial significativa.
Setores com desigualdade evidente
As diferenças salariais são mais pronunciadas em setores como a indústria e a agropecuária. Em contraste, áreas como comércio e serviços apresentam disparidades menores.
Empresas menores tendem a mostrar menos desigualdade, enquanto corporações maiores revelam uma lacuna salarial mais pronunciada entre gêneros.
Além disso, a diferença no salário de admissão em 2023 era de 13,7% e aumentou para 14,3% em 2026. Mesmo com a ascensão da massa de rendimentos das mulheres de 33,7% para 35,2%, a necessidade de um aumento de R$ 95,5 bilhões na renda feminina para equilíbrio persiste.
Políticas em discussão
Em 2023, a Lei nº 14.611 foi sancionada para reforçar a igualdade salarial e de critérios remuneratórios. Essa legislação exige que empresas com 100 ou mais empregados adotem estratégias para promover transparência salarial e combater discriminação.
A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil permanece um desafio em 2026. O progresso é perceptível, mas o caminho para a igualdade total ainda requer atenção e ação contínua.





