Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, teria manifestado receios sobre sua segurança enquanto cumpre pena na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, desde 23 de novembro. Bolsonaro temeria ser alvo de envenenamento e, por isso, solicitou que familiares levem alimentos diretamente na prisão.
Segundo informações da coluna Paulo Cappelli, do Portal Metrópoles, ele teria dito a interlocutores que um “sistema” maior deseja eliminá-lo, não apenas mantê-lo preso, refletindo em seus pedidos à justiça.
Na última terça-feira, 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que uma pessoa cadastrada pela defesa do ex-presidente possa levar comida para ele, em horários estipulados pela Polícia Federal. Essa decisão busca garantir a segurança alimentar de Bolsonaro, com a Polícia Federal encarregada de fiscalizar e registrar todos os alimentos entregues.
Incidente de 2018
Os receios de Bolsonaro remontam ao incidente de 2018, quando, durante um comício em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi agredido com uma faca. Adélio Bispo de Oliveira, o autor do ataque, foi julgado como inimputável por transtorno mental.
A ação foi considerada isolada pelas autoridades, mas Bolsonaro ainda levanta suspeitas de possíveis conspiradores envolvidos. Esses eventos passados alimentam seus temores atuais na prisão.
Cenário político e estratégias
Mesmo detido, Bolsonaro continua sem indicar um sucessor para a corrida presidencial de 2026. Essa decisão é vista como uma estratégia para preservar sua relevância política e evitar adiantar divisões no campo conservador.
Apesar da pressão crescente de aliados para que defina um nome ainda este ano, ele pretende manter influência no cenário político e ajustar seu movimento conforme os desdobramentos do contexto atual.





