O uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos antes de dormir tem sido apontado por especialistas como um dos fatores que mais prejudicam a qualidade do sono. Em meio ao aumento dos casos de insônia e de dificuldades para manter uma rotina de descanso adequada, pesquisas indicam que reduzir a exposição às telas no período noturno pode trazer benefícios significativos para a saúde.
A recomendação mais frequente de médicos e entidades ligadas à medicina do sono é interromper o uso do telefone celular cerca de uma hora antes de deitar.
A explicação está relacionada à chamada luz azul, emitida por smartphones, tablets, computadores e televisores. Esse tipo de luminosidade interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono. Como consequência, o cérebro permanece em estado de alerta por mais tempo, dificultando o adormecimento.
O que acontece quando as telas são deixadas de lado antes de dormir
Estudos sobre hábitos de sono mostram que a exposição prolongada às telas durante a noite pode reduzir o tempo de sono profundo, aumentar despertares ao longo da madrugada e comprometer a recuperação física e mental do organismo.
Embora algumas pessoas optem por reduzir o uso das telas apenas 30 minutos antes de dormir, pesquisas apontam que um intervalo de aproximadamente uma hora tende a ser mais eficaz para minimizar os efeitos da luz azul e favorecer um sono mais profundo e reparador.
Além do impacto direto no descanso, especialistas associam noites mal dormidas ao aumento do estresse, alterações de humor, dificuldades de concentração e maior risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.
A adoção de uma rotina sem celular na última hora do dia pode contribuir para que o corpo entre gradualmente em estado de relaxamento. Nesse período, atividades como leitura, meditação, banho morno ou escuta de músicas tranquilas costumam ser recomendadas como alternativas.




