Na gelada Lapônia, cientistas da Universidade de Oulu, na Finlândia, revelaram a presença de nanopartículas de ouro em árvores. A descoberta ocorreu quando pesquisadores analisaram 138 amostras de agulhas de abetos noruegueses próximos à mina de ouro finlandesa Kittilä. Este estudo destaca o papel de bactérias na formação dessas nanopartículas, potencializando futuras explorações minerais.
O fenômeno de acumulação de ouro nos abetos é explicado pela biomineralização. Este processo envolve microrganismos que transformam metais dissolvidos em partículas sólidas, absorvidas pelas árvores.
Na Lapônia, micróbios e íons de metal são transportados do solo para as agulhas dos abetos, onde se formam nanopartículas. Esse mecanismo já foi observado em eucaliptos na Austrália, indicando sua relevância na exploração mineral.
Evidências
Das 138 amostras analisadas, apenas quatro árvores apresentaram nanopartículas de ouro. Essas partículas, junto a biofilmes bacterianos, destacam que determinadas bactérias desempenham papel crucial na mineralização.
Embora a concentração de ouro não justifique exploração comercial imediata, a pesquisa abre caminho para métodos mais eficazes de prospecção mineral. A presença de ouro, ainda que em pequena quantidade, pode indicar depósitos subterrâneos significativos.
Apesar do potencial econômico, a baixa quantidade de ouro presente nas árvores atualmente inviabiliza a exploração em larga escala. Entretanto, a pesquisa incentiva o desenvolvimento de técnicas refinadas de prospecção, como a exploração biogeoquímica, que já vem sendo utilizada por empresas para identificar depósitos minerais.
O estudo da Universidade de Oulu sugere que folhas de árvores possivelmente indiquem metais preciosos no solo, oferecendo novas direções à exploração mineral.





