Em 2024, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) destacaram o alarmante índice de obesidade adulta em Lupércio, São Paulo. Com menos de 4 mil habitantes, 66,67% dos adultos estão obesos. Se considerar o sobrepeso, o percentual ultrapassa 88%.
O sobrepeso no país atinge 70,9% da população, conforme o Sisvan. Lupércio exemplifica uma crise de saúde pública crescente. Cidades como Herculândia, também em São Paulo, e municípios do Rio Grande do Sul registram altas taxas de obesidade, destacando a gravidade do problema.
Cidades com altos índices de obesidade:
- Lupércio, SP: 66,67%
- Herculândia, SP: 64,71%
- São José do Bonfim, PB: 61,63%
- Jaboticaba, RS: 59,34%
A maioria dessas cidades está nas regiões Sul e Sudeste, o que torna o Brasil parte de uma crescente preocupação global com doenças relacionadas ao excesso de peso. O aumento no consumo de alimentos ultraprocessados é um dos fatores que contribuem para o crescimento desses índices.
Iniciativas
A queda na mobilidade física ativa e o aumento de exercícios no tempo livre são mudanças de comportamento observadas. A prática de atividades físicas ainda é insuficiente para um terço dos adultos.
O uso crescente de dispositivos eletrônicos vem agravando o sedentarismo. Como resposta, o Ministério da Saúde lançou a estratégia “Viva Mais Brasil”, investindo R$ 340 milhões até 2026 para incentivar a atividade física e o convívio social saudável.
Os desafios são significativos. Apesar das iniciativas públicas, o acesso às cirurgias bariátricas, um tratamento para obesidade grave, é restrito. Menos de 1% dos pacientes com indicação conseguem realizar o procedimento pelo SUS, enfrentando longas filas de espera.





