Uma proposta em discussão no Congresso pode mudar a forma como os brasileiros pedem comida por aplicativo. A ideia é criar um valor mínimo por entrega, o que pode deixar os pedidos mais caros e reduzir bastante o uso de plataformas como o iFood.
Um estudo da PiniOn, encomendado pelo Ifood, aponta que essa mudança pode derrubar em até 67% o número de pedidos. Isso porque, com o aumento nos preços, muita gente diminuiria o uso do aplicativo ou pararia pra sempre.
Entenda o que pode mudar nos pedidos por aplicativo
Hoje, o valor da entrega varia bastante. Com a nova regra, passaria a existir um preço mínimo fixo. Há propostas diferentes: o governo defende cerca de R$ 10 por entrega, além de um valor extra por quilômetro rodado. Já outros sugerem um valor menor, como R$ 8,50.
Na prática, isso pode encarecer pedidos simples, como um lanche ou refeição barata. Segundo a pesquisa, apenas uma pequena parte dos usuários continuaria pedindo com a mesma frequência. Muitos reduziriam os pedidos, e outros deixariam de usar o serviço.
As pessoas de renda mais baixa seriam as mais afetadas. Isso pode tornar o delivery menos acessível, concentrando o uso em quem pode pagar mais.
Empresas do setor afirmam que a medida não garante aumento de renda para os entregadores. Pelo contrário: com menos pedidos, pode haver menos trabalho disponível. Também existe o risco de restaurantes passarem a contratar entregadores próprios, fora das plataformas.
Por outro lado, o governo defende que a mudança é necessária para garantir melhores condições de trabalho, como renda mínima e mais segurança para os profissionais.
A decisão ainda não foi tomada e depende de votação na Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o debate segue sem consenso, com impactos diretos tanto para consumidores quanto para entregadores e empresas.
Com informações da IstoÉ Dinheiro.





