A síndrome da hiperêmese canabinóide está gerando preocupação nos Estados Unidos. Identificada por cientistas da Universidade de Washington, essa condição afeta usuários regulares de cannabis, provocando sintomas severos como náuseas, vômitos persistentes e dor abdominal intensa.
Desde 1º de outubro de 2025, com a nova categorização da Classificação Internacional de Doenças (CID), a síndrome recebeu o código R11.16, facilitando a identificação e registro por profissionais de saúde.
Os sintomas dessa síndrome começam a aparecer após o uso contínuo da cannabis, com crises que podem durar dias e se repetem várias vezes ao ano. Um aspecto intrigante é o alívio temporário proporcionado por banhos extremamente quentes. O tratamento é complicado, pois medicamentos antieméticos tradicionais não se mostram eficazes.
Desafios no diagnóstico e tratamento
Médicos têm dificuldade em diagnosticar a síndrome devido à falta de terapias aprovadas. A interrupção do uso da cannabis é considerada a única solução comprovada.
Cremes de capsaicina, que simulam a sensação de calor, têm sido testados para controle da dor. A falta de alternativas eficazes mantém profissionais e pacientes cautelosos.
Aumento dos casos
O reconhecimento oficial pela CID permite uma análise mais clara da síndrome. Localidades onde o uso de cannabis é mais comum, tanto para fins medicinais quanto recreativos, veem um aumento nos casos. Pesquisas indicam que o número de emergências médicas relacionadas à condição aumentou significativamente nos Estados Unidos.
Apesar do reconhecimento recente, muitos detalhes sobre a causa e mecanismo permanecem desconhecidos, destacando a necessidade por estudos aprofundados.





