Centenas de pessoas estão procurando os hospitais no estado do Rio de Janeiro em busca de atendimento contra sintomas de dor de cabeça, tontura, taquicardia e confusão mental. Apesar de parecer uma doença, os sintomas são exclusivamente causados pelo calor extremo.
Entre os dias 1º e 11 de janeiro, 1.597 pessoas procuraram atendimento nas unidades estaduais após passarem mal por causa das temperaturas extremas, segundo dados oficiais do governo fluminense.
Os casos foram registrados nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) espalhadas pelo estado e envolvem pacientes com múltiplos sintomas associados ao calor intenso. No domingo (11), a capital foi apontada pelo Inmet como a mais quente do país, com 39,7°C. Para esta segunda-feira (12), meteorologistas não descartam a marca de 41°C, patamar crítico para a saúde.
Calor extremo pressiona hospitais e acende alerta
De acordo com especialistas, o problema não é apenas o desconforto térmico, mas a sobrecarga que o calor impõe ao organismo. Entre os sintomas mais comuns estão dor de cabeça, tontura, náuseas, confusão mental, pele quente e seca, taquicardia e desidratação.
Em casos mais graves, pode haver exaustão térmica, desequilíbrio de sais minerais e até insolação, condição que representa risco real de morte.
A capital está atualmente no nível 3 do Protocolo de Calor da Prefeitura, em uma escala que vai até 5. Esse estágio indica temperaturas persistentes entre 36°C e 40°C por pelo menos três dias seguidos. Segundo a Climatempo, o cenário é mantido por um sistema de alta pressão que reduz a umidade do ar.
Com o corpo tentando se resfriar, ocorre dilatação dos vasos e aumento da sudorese, o que provoca perda acelerada de líquidos e eletrólitos. Isso força o coração a trabalhar mais e pode causar queda de pressão.
As autoridades reforçam orientações: beber água mesmo sem sede, evitar sol entre 10h e 16h e buscar ambientes ventilados.





