O endividamento das famílias brasileiras continua a ser um desafio significativo, com 79,5% das famílias relatando dívidas até janeiro de 2026. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 30,5% da população não consegue pagar suas dívidas, enquanto 13% das famílias afirmam não ter condições de quitá-las.
No Brasil, o entendimento comum é que, depois de cinco anos, uma dívida não pode mais ser cobrada judicialmente. Contudo, isso não significa que a dívida deixa de existir. Ela apenas não pode ser objeto de cobranças judiciais, embora ainda possa ser cobrada informalmente, e seu valor continua a crescer com os juros acumulados.
Prescrição de dívidas
O prazo de cinco anos refere-se à prescrição jurídica, limitando a inclusão em cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC. No entanto, as empresas ainda conseguem acessar o histórico financeiro dos consumidores, o que pode dificultar o acesso a novos créditos, já que mesmo prescrita judicialmente, a dívida pode influenciar decisões de crédito.
Inadimplência
Em 2026, muitas famílias brasileiras enfrentam dificuldades financeiras prolongadas. O problema se agrava com os altos índices de inadimplência, com 48,7% das famílias em dívida por mais de 90 dias já em setembro de 2025. Essa situação é intensificada por altos juros e restrições de crédito, colocando ainda mais pressão sobre o orçamento familiar.
O endividamento crescente e as elevadas taxas de juros mantêm muitas famílias em um ciclo vicioso de inadimplência. Setores como bancos e empresas de cartões de crédito são grandes credores, o que complexifica as tentativas de renegociação.
A mera passagem do tempo não resolve dívidas. Elas permanecem até serem pagas integralmente, e a manutenção de um perfil de crédito positivo é crucial para evitar dificuldades futuras.





