Na perspectiva religiosa, especialmente a cristã, a escuridão não se resume à ausência de luz física, já que a condição também é associada à presença de forças malignas em um ambiente. E essa interpretação justifica o medo de muitas pessoas.
Contudo, vale lembrar que a ciência também possui uma perspectiva relevante a respeito do medo do escuro que, por sua vez, não apenas explica sua manifestação na infância, como ainda esclarece sua permanência na idade adulta.
Para muitos especialistas, os seres humanos são naturalmente nictofóbicos, pois desde os primórdios da espécie, a escuridão já era associada a perigo real. E a associação pode ser reforçada por conta de vivências traumáticas derivadas principalmente do período da infância.
Afinal, a imaginação fértil dos pequenos costuma transformar medos imaginários em ameaças reais, contribuindo, assim para que a nictofobia se manifeste. Sem o devido tratamento, o problema pode se estender para a vida adulta.
Especialistas ainda ressaltam que, em alguns casos, o medo também pode estar relacionado a outros fatores, como a ansiedade de separação ou inseguranças internas. Nessas situações, o escuro acaba amplificando ainda mais essas complicações.
Como superar o medo do escuro?
Felizmente, como qualquer outra fobia, o medo do escuro tem tratamento, podendo ser superado com o auxílio de atitudes pessoais e estratégias profissionais que, com o tempo, reduzem a intensidade do problema, facilitando sua anulação.
De acordo com especialistas, o sucesso do tratamento depende, primeiramente, do reconhecimento da existência da complicação sem julgamentos, pois dessa forma, é possível compreender melhor o sentimento e, assim, até mesmo decifrar sua origem.
Já para amenizar seus impactos, é recomendável praticar exercícios de relaxamento e utilizar luzes noturnas de baixa intensidade para tornar os ambientes mais aconchegantes. Em casos mais críticos, o apoio terapêutico é indispensável, uma vez que existem diferentes tratamentos eficazes disponíveis atualmente.





