Apesar de ser uma doença rara e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não representar ameaça à saúde pública, a hantavirose, provocada pelo Hantavírus, voltou a tomar conta das manchetes nos últimos dias.
Isso porque passageiros que estavam a bordo do navio de cruzeiro holandês MV Hondius acabaram sendo contaminados pela cepa de origem andina, que é a única transmissível entre humanos.
Até o momento, três pessoas morreram por conta dos sintomas da doença, que pode causar febre, dores musculares e dificuldade respiratória e apresenta uma alta taxa de letalidade. Por conta disso, a busca pela prevenção se intensificou.
É importante destacar que o Hantavírus é transmitido principalmente por meio do contato com roedores silvestres, como o rato-do-arroz. E para evitar contaminações, é fundamental adotar as seguintes medidas:
- Evitar o contato direto com roedores infectados (vivos ou mortos) e seus dejetos;
- Antes de realizar limpezas em locais frequentados pelos animais, umedecer o chão com solução de água sanitária para evitar que o vírus se espalhe pelo ar;
- Manter galpões ventilados e usar máscaras durante o processo de higienização do local;
- Guardar alimentos, rações e grãos em recipientes fechados, resistentes e à prova de roedores;
- Lavar as mãos frequentemente, sobretudo antes e comer ou tocar no nariz, olhos e boca.
Contaminação por Hantavírus: como proceder?
Geralmente, o Hantavírus pode levar até dois meses para manifestar sintomas no corpo humano. Por isso, após visitar locais que podem ser focos de contaminação, é recomendável procurar ajuda médica o quanto antes.
Ainda mais considerando que a detecção precoce pode melhorar drasticamente as chances de cura, tendo em vista que não há um tratamento específico para combater o Hantavírus.
O paciente contaminado permanecerá sob observação de especialistas, que fornecerão todo o suporte necessário para ajudá-lo a suportar a gravidade dos sintomas e, dessa forma, superar a doença.





