A cena do assassinato de Odete Roitman (Debora Bloch) na nova versão de Vale Tudo pode até ser ficção, mas o cenário é real e icônico. O crime que abalou a teledramaturgia brasileira aconteceu justamente no Copacabana Palace, o hotel mais tradicional do Rio de Janeiro — e também um dos mais luxuosos da América do Sul.
Mais precisamente, a personagem “morreu” na suíte mais cara do hotel, a Signature Suite, localizada no último andar do edifício principal, com vista panorâmica para o mar de Copacabana.
Um palácio em frente ao mar
O espaço, que varia entre 117 e 119 metros quadrados, oferece um nível de sofisticação que poucos endereços do país igualam. Diárias ali chegam a R$ 40 mil, valor que inclui serviço de mordomo exclusivo, varanda privativa e acesso semi-privativo à piscina do sexto andar.
O ambiente combina tapetes orientais, tecidos franceses e pé-direito alto, com banheiro todo em mármore e banheira de imersão. É um verdadeiro refúgio cinematográfico — agora eternizado também pela televisão.
Inaugurado em 1923, o Copacabana Palace foi idealizado a pedido do então presidente Epitácio Pessoa, que sonhava em erguer um “palácio” de frente para o Atlântico. A construção ficou a cargo do empresário Octávio Guinle, que fez questão de incluir um cassino no projeto original.
Para erguer o hotel, vieram da Europa móveis, tapetes, lustres, cristais e até o cimento. Cem anos depois, o local segue sendo símbolo máximo de luxo carioca: as diárias atuais variam entre R$ 2,2 mil e R$ 25 mil, dependendo da categoria. Entre seus hóspedes históricos estão nomes como Santos Dumont e Albert Einstein, eternizando o Copacabana Palace como cenário da história — e da ficção brasileira.





