Segundo últimos dados da ONU, o planeta já se encontra em um estado crítico e seus efeitos já podem ser sentidos no mundo inteiro.
O novo boletim divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, revelou que o ano de 2024 foi o mais quente já registrado na história, com temperaturas médias globais 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais — um limite que os cientistas alertam há anos para não ser ultrapassado.
Níveis de gases do efeito estufa e temperatura global batem marcas históricas
Além do calor recorde, o relatório mostrou que as concentrações de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) atingiram novos picos alarmantes.
O CO₂, principal gás do efeito estufa, chegou à marca de 423,9 partes por milhão (ppm), representando 152% acima dos níveis registrados antes da Revolução Industrial. O aumento em relação a 2023 foi de 3,5 ppm — o maior salto anual desde o início das medições.
De acordo com o levantamento, o avanço desses gases está diretamente relacionado à queima contínua de combustíveis fósseis, ao crescimento dos incêndios florestais e à redução da capacidade natural da Terra de absorver carbono, tanto nas florestas quanto nos oceanos. O resultado é um ciclo perigoso: quanto mais o planeta aquece, mais difícil fica conter o próprio aquecimento.
Os efeitos já são sentidos em todo o mundo — de ondas de calor prolongadas a enchentes e secas extremas. O relatório reforça que reduzir emissões é uma urgência global, não apenas ambiental, mas também econômica e humanitária.
Esses dados serão levados à COP 30, conferência climática da ONU que ocorrerá em Belém, no Brasil. O encontro reunirá representantes de mais de 190 países para discutir o futuro do planeta e possíveis medidas para conter a escalada climática.





