Apesar de já ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça no final do ano passado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 ainda aguarda pelas votações no plenário do Senado e da Câmara no Brasil.
Em contrapartida, no México, uma proposta de redução da semana de trabalho foi aprovada pelo país recentemente e, embora ainda esteja em processo de adaptação, já resultou na obtenção do título de terceira nação-sul americana com a escala mais curta.
Isso porque a nova lei trabalhista, publicada recentemente no Diário Oficial da Federação (DOF), reduz a jornada para 40 horas semanais, sendo este o modelo que, até então, era adotado apenas pelo Equador e Chile.
Vale lembrar que, anteriormente, a semana de trabalho no México chegava a 48 horas, tal como em diversos outros países do continente americano. Contudo, com a aprovação da lei, os trabalhadores devem começar a sentir diferenças muito em breve.
Afinal, o país já deu início ao período de adaptação da nova escala. Com isso, reduções devem ocorrer de forma gradual até 2030, quando a jornada de trabalho de 40 horas semanais será implementada por completo.
Lei trabalhista aprovada no México pode incentivar iniciativas semelhantes
Por mais que os impactos da aprovação da nova lei trabalhista sejam sentidos principalmente pelos trabalhadores mexicanos, especialistas ressaltam que ela pode servir de incentivo para que outros países adotem rumos semelhantes.
Ainda mais considerando que, além de diversas nações latino-americanas parecem já estarem estudando a possibilidade, a medida tem apresentado resultados positivos em diversos locais pelo mundo.
Propostas de redução de escalas de trabalho ainda são alvos de críticas de alguns setores empresariais, que alertam sobre os possíveis impactos econômicos deste tipo de iniciativa. Contudo, os ganhos em produtividade e eficiência têm servido para rebater controvérsias.





